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Novembro vai chegando e os aficcionados pela história da humana Bella e do vampiro Edward não conseguem se conter e estão quase morrendo de ansiedade. Por que? A explicação é que no dia 20 de novembro estreará o segundo filme da adaptação daquela  que se tornou o maior fenômeno infanto-juvenil desde Harry Potter: a adaptação do livro Lua Nova, que no cinema recebeu o título de “A Saga Crepúsculo: Lua Nova”.

Uma das definições para a palavra “saga” é “história longa, bem agitada, com muita movimentação”. E é com isso, ao longo de uma narrativa dividida em quatro episódios (cada um dos livros da “saga”), que a escritora Stephenie Meyer pretende deixar seu nome gravado na recente história do cinema.

Em 2008, a pequena Summit Entertainment comprou os direitos de adaptação para o cinema do livro “Crepúsculo”, que ganhou vários prêmios e esteve na lista de best-sellers do The New York Times,  produzindo um filme com o mesmo título. O sucesso foi enorme. O que muita gente não sabe é que antes de a Summit produzir e distribuir o filme nos EUA, os detentores dos direitos de prodção do livro eram a MTV Films e a Maverick Films, tendo a Paramount Pictures como distribuidora. “Como a MTV Films não conseguiu um roteiro que a satisfizesse, decidiu vender estes direitos à Summit Entertainment, que produziu e distribuiu o filme nos Estados Unidos”, diz o Adorocinema.com. Aposto que se arrependeram… Somente na estreia, a produção arrecadou mais de 70 milhões de dólares nos cinemas nos Estados Unidos e Canadá, com um orçamento de 37 milhões.

Agora, em novembro, estreia a segunda parte da saga: “Lua Nova”. Veja os trailers (clicando aqui). A sinopse é a seguinte: um incidente na festa de aniversário de Isabella “Bella” Swan (Kristen Stewart) faz com que Edward Cullen (Robert Pattinson) vá embora. Arrasada, Bella encontra consolo ao lado de Jacob Black (Taylor Lautner). Aos poucos ela é atraída para o mundo dos lobisomens, ancestrais inimigos dos vampiros, e passa a ter sua lealdade testada. Quando descobre que a vida de Edward está em perigo, Bella corre contra o tempo para ajudá-lo no combate aos Volturi, um dos mais poderosos clãs de vampiros existentes.

Lautner, como Jacob Black.
Algumas curiosidades sobre o longa merecem ser citadas. A primeira é que Lua Nova não é dirigido pela mesma diretora de Crepúsculo. Catherine Hardwicke ficou impossibilitada de tomar a frente da produção por conta de conflitos na agenda. Para seu lugar, foi convocado Chris Weitz, que ficou famoso por dirigir “A Bússola de Ouro”, um fracasso de bilheteria e de críticas. Outra curiosidade bem legal é que, no início das filmagens, o ator Taylor Lautner não estava confirmado no casting, para reprisar o personagem Jacob, por medo por parte dos produtores de que ele não conseguiria entrar “em forma” a tempo. Lautner ganhou 11 quilos de músculos e garantiu seu papel.

Confesso que a história de Crepúsculo não me seduziu. Talvez a combinação dos elementos que justificam o sucesso tanto do livro, quanto do filme estejam em dosagens superiores às aceitáveis, pelo menos no MEU ponto de vista. Pelo que deu para notar assistindo aos trailers, parece que a narrativa de Lua Nova é bem mais intensa. Não sei se isso tem alguma coisa a ver, mas Robert Pattinson declarou ser Lua Nova sua parte favorita da saga. Eu não li o livro.

Cinematograficamente falando, espero que Lua Nova tenha algo a acrescentar à história vampiresca do cinema construída ao longo de vários anos por várias obras de importâncias inenarráveis para a a sétima arte, já que, ao meu ver, a narrativa antecessora da saga deixou muito a desejar e até desconstruiu um pouco a visão que temos sobre “vampiros”. Não que isso seja ruim. Muito pelo contrário. Entretanto, os artifícios utilizados por Meyer para a composição de seus personagens não são muito viáveis. Podem funcionar nos livros, mas no cinema é que fica a dúvida se funcionam ou não…

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